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CULTURA
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FRASES SOBRE CAFÉ:

"O café é o ouro do homem comum e, como o ouro, traz a todo homem o sentimento de luxúria e nobreza. Onde é servido, há graça e esplendor, amizade e alegria.Todas as preocupações esaparecem quando uma xícara de café é levada aos lábios"
Abd-al-Kadir; xeique (ancião sábio) (-1587-)


"Esta bebida conforta o cérebro e o coração e ainda ajuda a digestão"
Francis Bacon; político, filósofo e ensaísta inglês (1561-1626)


"O café certamente deixa o político mais sábio, e faz com que ele veja através das coisas com olhos semiabertos”
Alexandre Pope; poeta, escritor e filósofo britânico (1688-1744)


“Claro que o café é um veneno lento; faz quarenta anos que eu o bebo".
Voltaire (François-Marie Arouet); poeta, ensaísta, dramaturgo, filósofo e historiador iluminista francês (1694-1778)


"O café nos eleva aos desafios, a transpor obstáculos, e ao fim do dia a saborear nossas vitórias"
Benjamin Franklin; jornalista, editor, autor, filantropo, abolicionista, cientista, diplomata, inventor e um dos líderes da revolução americana (1706-1790)


“Amizade é como café, uma vez frio nunca volta o sabor original, mesmo que reaquecido”.
Immanuel Kant; filósofo alemão (1724-1804)


"Negro como o diabo, quente como o inferno, puro como um anjo, doce como o amor"
Charles Maurice de Talleyrand-Périgord (1754-1838)


"Um homem é o que ele lê, come e bebe na vida. Logo deve escolher a melhor leitura, a melhor comida e a melhor bebida, o café..."
Johann Wolfgang von Goethe; escritor, cientista, filósofo e botânico alemão (1749-1832)


"Café forte, um café bem forte, é o que me acorda. O café me esquenta, despertando uma força incomum e uma dor advinda de tamanho prazer"
Napoleão Bonaparte; imperador francês (1769-1821)


“O café, esta bebida sóbria, age fortemente sobre o pensamento e acrescenta, ao contrário do que acontece com as bebidas alcoólicas, concentração e clareza de espírito”
Jules Michelet; historiador francês (1798-1874)


“O reino do café é o reino da temperança”
Jules Michelet; historiador francês (1798-1874)


“O café atinge o estômago e tudo começa a acontecer: as ideias avançam como regimentos de um grande exército sobre o campo de batalha; e esta finalmente se inicia. As recordações chegam a passos marcados, como os alferes do batalhão, a cavalaria das comparações avança impetuosa, a galope. E eis a artilharia da lógica com suas carruagens e munição. Os pensamentos geniais e repentinos se precipitam no combate como atiradores de elite...”
Honoré de Balzac; romancista francês (1799-1850)


“O café, para ser bom, deve ser: negro como a noite, doce como o amor e quente como o inferno”
Mikhail Aleksandrovitch Bakunin; revolucionário e anarquista russo (1814-1876)


"Tentei mostrar o café como um local onde um homem pode enlouquecer”
Vincent Van Gogh; pintor holandês (1853-1890)


"Faz dez anos que aqueles dois se sentam todo dia, por longas horas, sozinhos, na cafeteria. É um casamento feliz? Não; é um bom café”
Alfred Polgar; escritor austríaco (1873-1955)


"O moinho de café mói grãos e faz deles pó. O pó que a minh'alma é, moeu quem me deixa só”
Fernando Pessoa; poeta e escritor português (1888-1935)


“O café é tão grave, tão exclusivista, tão definitivo, que não admite acompanhamento sólido. Mas eu o driblo, saboreando, junto com ele, o cheiro das torradas-na-manteiga que alguém pediu na mesa próxima”
Mário Quintana; poeta, tradutor e jornalista brasileiro (1906-1994)


"Estado extremamente modesto esse São Paulo, fez sua fortuna com café e ergue em sua capital um viaduto do chá”
Millôr Fernandes; desenhista, humorista, dramaturgo, escritor e tradutor brasileiro (1923-...)


"A busca obsessiva pela máxima excelência em café assemelha-se, guardadas as devidas proporções, à procura pelo Santo Graal"
Ernesto Illy (1925-2008)


“Bebam-no, façam-no à vontade, porque seu aroma dissolve nossas preocupações, seu calor purifica os pensamentos turvos da vida quotidiana”
Hadjbub Medina; jurista árabe (-?-)


"O aroma é essencial, há algo de mágico, reúne toda a energia de quem o trabalhou. O café, caro senhor, é algo mais que uma planta. É uma esponja que, por toda a sua vida – desde o momento em que nasce até quando é torrado – absorve energia e vibrações. As absorve, as conserva e depois de elaboradas, as devolve em forma de aroma, gosto, vigor e pensamento. Sim, meu caro senhor, no café se encontram muitos pensamentos”
Ramon; intérprete de borra de café (-?-)


Mary Astor, primeira mulher a ocupar uma cadeira na Câmara dos Comuns, na Inglaterra, disse em plenário, que se casada fosse com Winston Churchill, adoçaria seu café com veneno. Espirituoso, Churchill rebateu: " e se eu fosse seu marido, senhora, com certeza beberia todo esse café"
(NOSSA OBS.: Acreditamos que originalmente esta frase se referisse ao chá e não ao café, devido ao fato de que na Inglaterra o consumo do chá supera, imensamente, o do café, e as pessoas, ao longo do tempo, substituíram a palavra chá por café)


"Sem medo de resvalar para excesso, pode-se afirmar que todos os movimentos sociais, políticos, religiosos, literários, artísticos, do século XVI até nossos dias, germinaram ou foram acalentados no murmrinho das mesas ou no berreiro descontrolado dos cafés"
J. T. Oliveira (-?-)


"O conhecimento sobre o café e sobre como degustá-lo pode ser comparado ao vinho ou ao azeite de oliva."
Luís Norberto Pascoal (-?-)


"O Barista não é apenas aquele que prepara espressos, capuccinos e bebidas com café. É, sobretudo, um conhecedor do produto, que oferece na xícara, as características do seu blend, a origem dos grãos com os quais trabalha, seu grau de torra e a moagem mais adequada."
Edgard Bressani; Administrador, Barista e escritor. (-?-)

 

 

CAFÉ E LITERATURA:

O Café

Existe uma bebida, ao poeta mais cara,

Que faltou a Virgílio e que Voltaire adorava:

És tu divino café, cuja agradável bebida,

Sem perturbar o espírito alegra o coração.

Mesmo agora, que meu paladar está embotado pela idade,

Com prazer ainda saboreio tua bebida.

Como gosto de preparar teu néctar precioso!

Em minha casa ninguém me tira essa tarefa deliciosa.

Sozinho reviro teu grão no torrador quente,

Ao ouro de tua cor faço suceder o ébano;

Eu sozinho contra a noz, que arma seus dentes de ferro,

Faço, no moinho, gritar teu fruto amargo,

Seduzido por teu aroma, infundo à minha casa,

As nuvens de teu pó fecundo,

Alternadamente acalmando e estimulando tuas bolhas de fervura,

Sigo atentamente seus rápidos turbilhões.

Finalmente, de teu licor lentamente descansado,

Na jarra fumegante a borra se deposita,

Minha taça, teu néctar, o mel americano,

Que do sumo da cana espremeu o africano,

Está pronto: a louça do Japão recebe teu líquido,

Somente tu reúnes os atributos dos dois mundos.

Venha, então, divino néctar, venha então me inspirar.

Quero apenas minha Antígona e a ti na solidão.

Mal senti o teu vapor odorante,

Subitamente o calor penetrante de teu clima

Revela todos os meus sentidos, sem perturbação, sem confusão,

Meus pensamentos mais harmoniosos acorrem em abundância.

Minhas ideias eram tristes, estéreis, vazias;

Agora riem, saem ricamente adornadas,

E creio, do gênio que prova o despertar,

Beber em cada gota um raio de sol.

Jacques Delille; poeta e tradutor francês (1738-1813)

 

 

Navegação

CANTO VI

Recordem Clieu. Em seu navio ligeiro

Viajou o tímido arbusto de Moca:

De repente a onda cai, Zéfiro não tem mais fôlego;

Sob os fogos do Câncer a água pura das fontes

Se esgota, e da lei inexorável da necessidade

Do pouco que ainda me resta mediu o emprego.

Todos temerosos de provar as tormentas de Tântalo;

Clieu sozinho as desafia e, de uma sede fatal,

Que o ardor devorador a todos asfixia,

Enquanto um céu de bronze inflama-se de esplendor,

Do úmido elemento, que recusa a sua vida,

Gota a gota ele alimenta uma planta querida.

A aparência de seu arbusto alivia todos os seus males;

Clieu sonha já com a sombra de seus ramos,

E crê, acariciando seu tronco reanimado,

Respirar em bebida seu grão perfumado.

Joseph-Alphonse Esménard; poeta francês (1769-1811)

 

 

Villanelle

Numa taça de velhos Sèvres

Derrame o moca torrado,

Perfume que deleita os lábios!

 

Oh, café! Quanto tu me excitas,

Vejo um mundo que enlouquece,

Numa taça de velhos Sèvres.

 

Graças a ti, como as cabras,

Meu verso salta, resplandecente,

Perfume que deleita os lábios!

Corre como as lebres,

E encontra um ritmo atrevido

Numa taça de velhos Sèvres.

Deixa os estômagos afetados;

 

O café convém ao galante,

Perfume que deleita os lábios!

É o ouro negro que os ourives

Procuram num olhar trêmulo

Numa taça de velhos Sèvres.

 

Perfume que deleita os lábios!

Charles Monselet; poeta, jornalista, romancista, cronista e gastrônomo (1825-1888)

 

Café com Pão

Café com pão
Café com pão
Café com pão

Virgem Maria que foi isso maquinista?

Agora sim
Café com pão
Agora sim
Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força
(....)

Manuel Bandeira; poeta, crítico de literatura e de arte, professor e tradutor brasileiro (1886-1968)

 

 

“Café espresso – está escrito na porta.
Entro com muita pressa. Meio tonto,
por haver acordado tão cedo...
E pronto! parece um brinquedo:
cai o café na xícara pra gente
              Maquinalmente.
E eu sinto o gosto, o aroma, o sangue quente de S.Paulo
nesta pequena noite líquida e cheirosa
que é a minha xícara de café. (...)”

Cassiano Ricardo; jornalista, poeta e ensaísta brasileiro (1895-1974)

 

 

O Café dos Emboabas

Os emboabas entraram
Na fazenda dos paulistas
Os paulistas, de sabidos,
Mandam servir o café.

Não é café que eles querem,
Eles querem, mas gemada
Batida com gema de ouro.
Tornaram a pedir gemada,
De novo lhes dão café,
De novo eles recusaram.
Os emboabas se danam,
Puxam o revólver do cinto./
Vão recuando, recuando,
Até nas margens do rio.
O dia inteiro lutaram.
Descansam de noite um pouco,
Pros paulistas vem café,
Os emboabas avançam,
Pedem um pouco de café, Os paulistas recusaram,
Não lhes dão café afora
-      Agora é tarde demais    -
Os emboabas, furiosos,
Avançam para os paulistas,
Gritam,: “Depois do café
Se costuma beber água”,
Se embolaram com os paulistas,
Atiraram eles no
rio,
Lhes dão água pra beber,
Toda vermelha de sangue,
Na cuia do rio das Mortes.

Murilo Mendes; dentista, telegrafista e poeta brasileiro (1901-1975)

 

 

Infância

Meu pai montava a cavalo, ia para o
campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia
Eu sozinho, menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.
No meio-dia branco de luz
uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala

e nunca
se esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.
Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
- Psiu... não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito
E dava um suspiro... que fundo!
Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.
E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.

Carlos Drumond de Andrade; poeta, escritor e cronista brasileiro (1902-1987)

 

 

Ode ao negro café

Querido, quente, bom café negro
Seja mouro, turco ou sérvio verdadeiro
Ou ainda sabe Deus de onde venhas,
Nobre feito em casa ou não;
Quando te vejo diante de mim,
És somente um bom, fumegante café.
Deves saber e realmente sabes
(talvez não o nosso leitor)
que sem ti não poderia trabalhar
minha mente falha ao funcionar:
para mim muito pior seria
se sobre esta escrivaninha
não estivesse um bom café.
E esta rima sem sentido
De trabalhar com funcionar
É realmente surpreendente.
Muito claro, estou fraco
E o motivo é patente:
Não tomei café suficiente!
Mas para isto, um remédio
Tenho e ponho mãos à obra.
A rima
atropela o sotaque,
mas o café, negro e quieto
Nos deixa alerta para o ataque,
Cumprindo papel de mandraque!
Verta-o, amigo, garganta abaixo
Mas não o faça somente uma vez,
Porque ele transforma a noite em dia
Faz como o forno, o café
Manda o calor bom para dentro,
Nos protege do frio de fora.
Palpitação dizem que causas,
E ainda insônia e que destrói os nervos.
Mas não sei qual o prazer que se goza
Nesta terra impunemente,
Que a saúde não te roa:
Ninguém pela vida passa à toa.
Dinheiro, glória, amor,
Tudo no mundo é monotonia.
O destino encarcera tua pressa
Dentro da mesma morsa todo dia.
Mas basta aquele aroma conhecido
Pra retomar o passo perdido.
Me afasto do ser negativo
Que sussurra bem de mansinho:
A cafeína é uma ameaça,
Mas o que ganho ao viver?
A vida é somente doença
Que nos leva à morte e além!
Até o juízo final, imerso no meu papel
Só sei que serei fiel
Ao meu bom e negro café.

Friedrich Torberg; escritor, crítico e jornalista austríaco (1908-1979)

 

 

O Pó de Café

Certa vez a filha de um cozinheiro estava se queixando de como as coisas estavam difíceis para ela. O pai levou a filha até a cozinha, encheu três panelas com água e colocou para ferver. Numa panela ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última, pó de café. Cerca de vinte minutos depois ele apagou o fogo. Pegou as cenouras e colocou numa tigela. Retirou os ovos e colocou em outra tigela. Então pegou o café com uma concha e colocou numa xícara. Ele pediu que a filha experimentasse as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. Depois, ele pediu que a filha pegasse um ovo e quebrasse. Ela obedeceu e, ao tirar a casca, verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele pediu que ela tomasse um gole do café. Ela o provou. E o cozinheiro explicou:

– Cada um deles enfrentou a mesma adversidade: água fervendo. Mas a forma como cada um reagiu foi diferente. A cenoura entrou forte, firme e inflexível, mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amoleceu e se tornou frágil. Os ovos eram frágeis, sua casca fina protegia o líquido interior, mas depois de terem sido fervidos, seu conteúdo se tornou mais duro e forte. O pó de café, contudo, é incomparável. Depois que foi colocado na água fervente... ele mudou a água! Perante as adversidades, você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café?

Autor desconhecido; Fonte: RANGEL, Alexandre. O que podemos aprender com os gansos - 2. São Paulo: Original, 2004.

 

 

O Segredo
Guardava um segredo a sete chaves
de uma muda encantadora
que deixava os homens alegres
e as mulheres acolhedoras,
mas um capitão de olhar fugas
e curvas ambiciosas
aos poucos me tirou o segredo
fez com que meu corpo revelasse
o que meu povo tinha medo
e com ele levou uma muda
e no Brasil plantou arteiro
e certo de que seus frutos
mudariam o mundo inteiro.
Pois fez, hoje o Brasil
agradeçe-o faceiro.
Larissa Castello - Barista Baggio Coffees

CAFÉ E MÚSICA:

Kaffee-kantate:

A cantata é um gênero de composição musical vocal e instrumental, estruturado em árias, coros, recitativos e árias de câmara como duetos, trios, etc... Johann Sebastian Bach, por volta de 1732-1734, compôs uma cantata, deveras espirituosa, baseada num texto satírico do poeta alemão Christian Friedrich Henrici (Pseudônimo: Picander [1700-1764]), chamada: Schweigt stille, plaudert nicht (Silêncio! Não conversa!), conhecida por Kaffe-Kantate ou Cantata do café (BWV211), composta dos seguintes recitativos e árias:

OBS.: Tradução do Alemão, por Robertha Nobre Thompson

Rezitativ: Schweigt stille, plaudert nicht;
(Recitativo: Silêncio! Não conversa!)

Arie: Hat man nicht mit seinen Kindern Hunderttausend Hudelei!;
(Ária: Já não temos, com nossa criança, muita confusão?)

Rezitativ: Du böses Kind, du loses Mädchen;
(Recitativo: Criança má! Menina selvagem!)

Arie: Ei, wie Schmeckt der Coffee süße;
(Ária: Ah! Quão doce é o gosto do café!)

Rezitativ: Wenn du mich nicht den Coffee Lässt;
(Recitativo: Se você não desistir do café...)

Arie: Mädchen, die von harten Sinnen;
(Ária: Meninas com a mente obstinada…)

Rezitativ: Nun, folge, was dein Vater spricht;
(Recitativo: Agora siga o que teu pai lhe fala!)

Arie: Heute noch, lieber Vater, thut es doch;
(Ária: Hoje, querido pai, faça agora!)

Rezitativ: Nun geht und sucht der alte Schlendrian;
(Recitativo: Agora velho Schlendrian, saia e procure…)

Chor: Die Katze läßt das Mausen nicht
(Coro: O gato não larga o rato)


A cantata fala da discussão entre pai (Schlendrian) e filha (Liesgen) sobre o consumo do café. O pai quer a todo custo que a filha deixe de tomar café, oferecendo-lhe em troca todo o tipo de propostas para que ela possa deixar de tomá-lo. Esta, porém, tudo recusa, à exceção de um marido, mas como ela mesma diz, tem que ser um marido que a permita tomar café! A ária mais interessante da cantata é “Ei, wie Schmeckt der Coffee süße” (BACH-CANTATAS, 2007) na qual Liesgen se expressa sobre seu gosto por café:

Ei! wie schmeckt der Coffee süße,
(Ah! Quão doce é o gosto do café,)
Lieblicher als tausend Küsse,
(Mais amado que mil beijos,)
Milder als Muskatenwein.
(Mais suave que vinho moscatel.)
Coffee, Coffee muss ich haben,
(Café, eu tenho que ter café,)
Und wenn jemand mich will laben,
(E se alguém quiser me dar algum deleite,)
Ach, so schenkt mir Coffee ein!
(Ah!, Apenas me dê café!)

Para ouvir este trecho (acima) da cantata basta entrar no seguinte site do You Tube: http://br.youtube.com/watch?v=xF0dd0EaXDg

  J. S. Bach [Imagem retirada da Internet]

OBS.1: Para fazer Download da Cantata do Café (completa), de Bach, basta acessar o site: http://cortlandmusic.org/audio/, no item “Chamber Music Concert: College Community Orchestra, SUNY Cortland Jacobus Lounge, Cortland, NY October 17, 2006, Dr. Ralph Dudgeon, Conductor” , Catata 211 — “The Coffee Cantata” - de I (Recitative) até X (Chor)..

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Frank Sinatra, em 1946 gravou uma música intitulada "The Coffee Song", que fala sobre o café do Brasil.

Para ouvir esta música basta entrar no seguinte site do You Tube: http://br.youtube.com/watch?v=vVGXcjM9SOQ

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OUTRAS MÚSICAS SOBRE CAFÉ

"Coffee Song" (Good Coffee, Strong Coffee) - Jars of Clay - http://br.youtube.com/watch?v=ILVTslOakQg

"The Coffee Song" - Fresh Cream (também gravada por Eric Clapton, Sting, etc...) - http://br.youtube.com/watch?v=K-f2NY9hgo4

"One More Cup of Coffee" - Bob Dylan - http://br.youtube.com/watch?v=Hvht7fToVx0

"Café e Saudade" - Jair Filho - http://br.youtube.com/watch?v=WKxpXZyFApI

" Samba Café Carnaval" - Nicola Fasano - http://www.youtube.com/watch?v=tscz_t8XeQY

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REFERÊNCIAS:

BACH-CANTATAS. Schweigt stille, plaudert nicht. Disponível em: <http://www.bach-cantatas.com/Texts/BWV211-Eng3.htm>. Acesso em: 26 jul. 2007.

PINO, Francisco Alberto; VEGRO, Celso Luis Rodrigues. Café: Um guia do apreciador. São Paulo: Saraiva, 2005.

YOU TUBE in: http://www.youtube.com

 

Direitos Autorais Registrados: A transcrição do todo é proibida. A transcrição em parte é permitida desde que
citada a fonte: [Robertha Nobre Thompson em www.territoriocafe.com]