
|
"COFFEE TERRITORY" - Be the pioneer in this territory of emotions!
WELCOME!!! To translate this website from Portuguese into other languages, please uses [http://translate.google.com] or other translation site you prefer! |
![]()
.
|
[Pastor Kaldi e suas cabras — Imagem Retirada da Internet] . A Mais famosa lenda que se conta é a lenda de Kaldi: Na província de Kaffa (Sudoeste da Etiópia), algures no séc. III d.C., um abissínio pacato e responsável, pastor de cabras, que respondia pelo nome de Kaldi, percebeu que seus animais estavam mais agitados e despertos do que de costume. Ficou aflito por não saber o motivo, que poderia ter somente duas explicações: Causas sobrenaturais (muito comum de se atribuir na época a fatos estranhos), ou, efeito de umas estranhas bagas de um arbusto do qual os bodes estavam se alimentando. Curioso, resolveu ele mesmo provar dos frutos, descobrindo que os mesmos o enchiam de energia. Sua esposa aconselhou-o a levar a notícia desta “dádiva divina” ao mosteiro local. Dois dos monges (sendo um deles o Prior), cujos nomes eram Sciadli e Aidro, resolveram investigar tal fato. Levaram os frutos para o mosteiro, mas, por acharem que aquilo era “obra do demônio”, jogaram-nos no fogo. O aroma que então se exalou das chamas, enquanto os frutos eram torrados, chamou a atenção dos demais monges, que mais que depressa vieram se informar sobre a origem de tão agradável perfume. Os grãos de café, então, foram rastelados das cinzas e recolhidos. Considerando a importância da experiência, o abade decidiu que talvez o fruto não tivesse associações tão infernais, pois nada no inferno poderia ter tão agradável aroma, e sugeriu que os grãos fossem esmagados e colocados em água para ver que tipo de infusão eles dariam. Ao experimentarem tal “poção”, logo descobriram que o preparo os mantinha acordados durante as longas rezas e períodos de meditações. Notícias dos maravilhosos efeitos da bebida foram se espalhando de mosteiro a mosteiro, ganhando o mundo. Estava descoberto o café!. Existe também outra lenda (que os locais afirmam ter acontecido exatamente como irá se relatar a seguir), a do Xeique Omar. Esta lenda diz que este Xeique, devido a sua má conduta na corte, foi banido e enviado para a região montanhosa de Moka, na qual teve de viver com os recursos que a natureza lhe oferecia. Em um dos seus experimentos com as diversas frutas locais, ele usou os frutos do café e descobriu que tal planta ajudava na cura de algumas moléstias, além de ser revigorante. Assim, com alguns dos grãos em punho, decidiu voltar de seu exílio apresentando sua descoberta. O sucesso foi tanto que o Xeique acabou se tornando Santo e Patrono dos lavradores de café. Saindo do mundo lendário e retornando à realidade, sabe-se, através de evidências botânicas, que o café é originário da Etiópia Central, e dali foi se espalhando, a princípio para a Arábia (Hoje, Iêmen), mais precisamente em Al-Mukha (Ou Cidade de Moka), onde ainda é possível encontrar arbustos de café em sua forma silvestre e dali, lentamente, para o mundo. De início, o café era utilizado apenas como medicamento, aos poucos, porém, devido ao seu delicioso sabor e perante os positivos efeitos que este proporcionava, passou-se a tomá-lo também por prazer. Salas especiais, nas casas dos mais abastados, foram sendo reservadas para se tomar café. As “casas de café”, embora poucas, pois a produção de café era ainda pequena e restrita à região árabe, foram então surgindo nas cidades. No final do século XV, já existiam casas de café em Meca (Kaveh Kanes) expandindo-se para todo o mundo islâmico e dali para o Cairo, Aden, Medina, e para o restante do Oriente Médio. Originalmente, as casas de café, eram locais de reuniões religiosas, mas aos poucos passaram a ser locais perfeitos para simples conversas, política e negócios, e posteriormente, também para atividades como música, dança e jogos (principalmente xadrez e gamão). Os muçulmanos devotos eram contrários a bebidas tóxicas (nas quais incluíam o café), sendo as casas de café, então, para eles, locais ameaçadores para a observância da religião, o que levava, por vezes, a ocorrência de ataques e destruição dessas casas pelos religiosos mais fanáticos. Em 1511, o governador de Meca, Kahir Beg, tido como corrupto, tentou banir o café da cidade, mas o governador foi executado pelo sultão do Egito que considerou o café como sendo sagrado. Também em 1656, o Grão-Vizir do Império Otomano, Koprulu, tentou fechar as casas de café, acreditando serem estas uma ameaça devido às discussões políticas que ali se faziam, na maioria das vezes com duras críticas. Quem desrespeitasse tal decisão era, uma primeira vez açoitado; caso o fizesse novamente, era amarrado dentro de um saco de couro e era jogado no Bósforo para morrer afogado. Apesar de todos os cuidados (escaldagem de todos os grãos que saíam do porto) da região (Etiópia e Iêmen) para que continuasse sendo o monopólio do cultivo de café, alguns grãos foram surrupiados pelo indiano Baba Budan e foram plantados na Índia. Daí o café se espalhou para Europa e desta para todo o mundo. O café chegou à Itália em 1615 e do mesmo modo que ocorreu com os muçulmanos, alguns católicos mais radicais desaprovaram a bebida afirmando ser obra do demônio. O Papa Clemente VIII, decidiu experimentar o café para por um fim à questão. Como achou que ele tinha sabor e aroma deliciosos demais para ser maligno, em vez de condená-lo, batizou-o para que se tornasse uma bebida cristã. Daí em diante o café e as casas de cafés foram se expandindo por todo o mundo. Muitas cafeterias tradicionais, e que se tornaram famosas, foram abertas, tais como: St. Michael’s Alley, Café Garraway, Café Mol, Café Royal (todos em Londres e freqüentados por pessoas famosas como John Radcliffe e Oscar Wilde); Café Procope (Café francês de onde surgiu a idéia da produção da primeira enciclopédia); Café Florians, Café Trionfante (ambos em Veneza); Café Gutteridge, Café London e Green Dragon Tavern (todos nos EUA, sendo este último o local de onde surgiu a revolução americana a qual levaria à independência) etc... .
[Le Procope - em Paris (O mais antigo café ainda em funcionamento no Mundo) - Imagem retirada da Internet]. . Aqui no Brasil, o café demorou um pouco mais a chegar. Os portugueses, curiosamente, não davam grande importância ao café na época das grandes navegações. Com o passar do tempo, a ganância os motivou e eles descobriram que a planta poderia se desenvolver bem em sua colônia. Então, em 1727, foi enviada à Guiana Francesa uma expedição (por intermédio da Coroa Portuguesa e do governador da província do Maranhão e Grão-Pará) da qual fazia parte o jovem oficial Francisco de Melo Palheta (filho de portugueses alentejanos) e que levava a seguinte ordem dada pelo governador:
Conseguindo astutamente os grãos de café, estes foram trazidos e cultivados no Pará e no maranhão. Para o Rio de Janeiro vieram também plantas originárias de Goa (Índia). No século XIX, os cafezais de Java foram destruídos pela ferrugem e no Haiti o problema foi a destruição da produção causada pela revolta dos escravos. Com isso, o Brasil passou à frente, desbancando seus concorrentes, o que fez com que sua produção de café se expandisse descomunalmente. A história do café no Brasil pode ser separada em diversos períodos distintos de importância, tais como: 1º Período: que vai de 1727 (quando os primeiros pés de café foram plantados no Brasil) até um anos antes da chegada da Família Real ao Brasil, ou seja em 1807.: Este Período é caracterizado pela ausência de atividades formais de pesquisa e experimentação com o café. 2º Período: Vai de 1808 (chegada da Família Real no Brasil) até 1888, ano da publicação da Lei Áurea e quando é criado o Instituto Agronômico de Campinas, sendo um período de primórdios das atividades de pesquisa agropecuária no Brasil. 3ª Período: Vai da Proclamação da República (1889) até 1950 (Retomada da economia no pós-guerra): E é caracterizado pela grande ampliação da atividade cafeeira, através de uma política de valorização do produto. 4º Período: Vai de 1951 até 1990 (data em que foi rompido o Acordo Internacional do Café e extinto o Instituto Brasileiro do Café): É uma época em que há forte intervenção do Estado, através do confisco cambial no negócio do café. 5º Período: Vai de 1991 até os dias de hoje (Principalmente a partir de 1997, com a criação do programa Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento do Café e a instituição do consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café): período no qual e a partir do qual se tem alcançado excelentes resultados no que diz respeito à cadeia produtiva do Café Brasileiro. Resumidamente, podemos separar a história do café no Brasil em dois principais períodos: o Império (sendo o café um produto de grande importância para a sociedade através de práticas que vincaram o País) e a República (Onde o café baliza toda a história quer antes, quer depois da crise de 1929). Hoje, o Brasil é o maior produtor de café do mundo, e até 2010, segundo a ABIC, acredita-se que ultrapassará os Estados Unidos, tornando-se também o maior consumidor de café do mundo. . __________ . REFERÊNCIAS:
MARTINS, Ana Luiza. História do Café. São Paulo: Contexto, 2008.
PETTIGREW, Jane. Café. São Paulo: Nobel, 1999.
PINO, Francisco Alberto; VEGRO, Celso Luis Rodrigues. Café: Um guia do apreciador. São Paulo: Saraiva, 2005.
RUFINO, José Luís dos Santos. Programa Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento do Café - Antecedentes, Criação e Evolução. Brasília: Embrapa, 2006.
|
.
![]()
.
|
Direitos Autorais Registrados: A transcrição, no todo ou em parte, é permitida desde que citada a fonte: [Robertha Nobre Thompson em www.territoriocafe.com]
|
.
.
![]()