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"COFFEE TERRITORY" - Be the pioneer in this territory of emotions!
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Café e Literatura...
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O Café Existe uma bebida, ao poeta mais cara, Que faltou a Virgílio e que Voltaire adorava: És tu divino café, cuja agradável bebida, Sem perturbar o espírito alegra o coração. Mesmo agora, que meu paladar está embotado pela idade, Com prazer ainda saboreio tua bebida. Como gosto de preparar teu néctar precioso! Em minha casa ninguém me tira essa tarefa deliciosa. Sozinho reviro teu grão no torrador quente, Ao ouro de tua cor faço suceder o ébano; Eu sozinho contra a noz, que arma seus dentes de ferro, Faço, no moinho, gritar teu fruto amargo, Seduzido por teu aroma, infundo à minha casa, As nuvens de teu pó fecundo, Alternadamente acalmando e estimulando tuas bolhas de fervura, Sigo atentamente seus rápidos turbilhões. Finalmente, de teu licor lentamente descansado, Na jarra fumegante a borra se deposita, Minha taça, teu néctar, o mel americano, Que do sumo da cana espremeu o africano, Está pronto: a louça do Japão recebe teu líquido, Somente tu reúnes os atributos dos dois mundos. Venha, então, divino néctar, venha então me inspirar. Quero apenas minha Antígona e a ti na solidão. Mal senti o teu vapor odorante, Subitamente o calor penetrante de teu clima Revela todos os meus sentidos, sem perturbação, sem confusão, Meus pensamentos mais harmoniosos acorrem em abundância. Minhas ideias eram tristes, estéreis, vazias; Agora riem, saem ricamente adornadas, E creio, do gênio que prova o despertar, Beber em cada gota um raio de sol. Jacques Delille; poeta e tradutor francês (1738-1813)
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Navegação CANTO VI Recordem Clieu. Em seu navio ligeiro Viajou o tímido arbusto de Moca: De repente a onda cai, Zéfiro não tem mais fôlego; Sob os fogos do Câncer a água pura das fontes Se esgota, e da lei inexorável da necessidade Do pouco que ainda me resta mediu o emprego. Todos temerosos de provar as tormentas de Tântalo; Clieu sozinho as desafia e, de uma sede fatal, Que o ardor devorador a todos asfixia, Enquanto um céu de bronze inflama-se de esplendor, Do úmido elemento, que recusa a sua vida, Gota a gota ele alimenta uma planta querida. A aparência de seu arbusto alivia todos os seus males; Clieu sonha já com a sombra de seus ramos, E crê, acariciando seu tronco reanimado, Respirar em bebida seu grão perfumado. Joseph-Alphonse Esménard; poeta francês (1769-1811)
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Villanelle Numa taça de velhos Sèvres Derrame o moca torrado, Perfume que deleita os lábios!
Oh, café! Quanto tu me excitas, Vejo um mundo que enlouquece, Numa taça de velhos Sèvres.
Graças a ti, como as cabras, Meu verso salta, resplandecente, Perfume que deleita os lábios! Corre como as lebres, E encontra um ritmo atrevido Numa taça de velhos Sèvres. Deixa os estômagos afetados;
O café convém ao galante, Perfume que deleita os lábios! É o ouro negro que os ourives Procuram num olhar trêmulo Numa taça de velhos Sèvres.
Perfume que deleita os lábios! Charles Monselet; poeta, jornalista, romancista, cronista e gastrônomo (1825-1888)
. Café com Pão Café com pão Virgem Maria que foi isso maquinista? Agora sim Manuel Bandeira; poeta, crítico de literatura e de arte, professor e tradutor brasileiro (1886-1968)
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“Café espresso – está escrito na porta. Cassiano Ricardo; jornalista, poeta e ensaísta brasileiro (1895-1974)
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O Café dos Emboabas Os emboabas entraram Não é café que eles querem, Murilo Mendes; dentista, telegrafista e poeta brasileiro (1901-1975)
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Infância Meu pai montava a cavalo, ia para o Carlos Drumond de Andrade; poeta, escritor e cronista brasileiro (1902-1987)
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Ode ao negro café Querido, quente, bom café negro Friedrich Torberg; escritor, crítico e jornalista austríaco (1908-1979)
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O Pó de Café Certa vez a filha de um cozinheiro estava se queixando de como as coisas estavam difíceis para ela. O pai levou a filha até a cozinha, encheu três panelas com água e colocou para ferver. Numa panela ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última, pó de café. Cerca de vinte minutos depois ele apagou o fogo. Pegou as cenouras e colocou numa tigela. Retirou os ovos e colocou em outra tigela. Então pegou o café com uma concha e colocou numa xícara. Ele pediu que a filha experimentasse as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. Depois, ele pediu que a filha pegasse um ovo e quebrasse. Ela obedeceu e, ao tirar a casca, verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele pediu que ela tomasse um gole do café. Ela o provou. E o cozinheiro explicou: – Cada um deles enfrentou a mesma adversidade: água fervendo. Mas a forma como cada um reagiu foi diferente. A cenoura entrou forte, firme e inflexível, mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amoleceu e se tornou frágil. Os ovos eram frágeis, sua casca fina protegia o líquido interior, mas depois de terem sido fervidos, seu conteúdo se tornou mais duro e forte. O pó de café, contudo, é incomparável. Depois que foi colocado na água fervente... ele mudou a água! Perante as adversidades, você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café? Autor desconhecido; Fonte: RANGEL, Alexandre. O que podemos aprender com os gansos - 2. São Paulo: Original, 2004.
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O Segredo
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Direitos Autorais Registrados: A transcrição, no todo ou em parte, é permitida desde que citada a fonte: [Robertha Nobre Thompson em www.territoriocafe.com]
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