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PRODUÇÃO
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Espécies:

Existem duas espécies principais de café, a arábica e a robusta (ou conillon). Enquanto que a arábica está predominantemente nos café especiais, devido ao seus sabores e aromas, a robusta tem a maior produtividade. Veja-se a seguir suas características:
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ARÁBICA

ROBUSTA

Aromas e sabores intensos e diferenciados

Tem menor variedades de aroma e sabor único

Os grãos são plantados em terras altas (de 900 a 2000 metros)

São plantados em altitudes mais baixas

O grão é maior e mais achatado

O grão é mais arredondado

Tem menor produtividade

Produz 30% mais grão por árvore

A árvore tem um único caule

A árvore tem vários caules

As folhas são menores

As folhas são maiores

Tem menor teor de cafeína

Tem teor maior de cafeína

Tem preço bem mais elevado (devido à maior qualidade e menor produtividade)

Café mais barato, são os preferidos para fabricar os chamados cafés solúveis

(AITH, 2006, p.92)
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Sistemas de cultivo:

O pé de café exige clima quente, além de solo e locais adequados para seu cultivo. A altitude e a flora microbiana também influenciam na produção, podendo originar um café de melhor ou pior qualidade.

Há dois tipos de sistema de cultivo: as plantações sombreadas ou a pleno sol. Bressani (2007) sintetiza suas diferenças no quadro a seguir:
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PLANTAÇÃO SOMBREADA

PLANTAÇÃO A PLENO SOL

Etiópia, Índia, México.

Brasil, Colômbia, Costa Rica, Quênia, Vietnã.

Baixo rendimento por hectare.

Rendimentos mais altos por hectare.

Menores variações de temperatura entre dia e noite, menor crescimento de ervas daninhas e menos erosão do terreno.

Atividade fotossintética mais intensa.

Maior quantidade de nutrientes; maior biodiversidade.

Menor biodiversidade e necessidade de maior quantidade de fertilizantes.

(BRESSANI, 2007, p. 41)
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Processamento completo do café:

O processamento do café não é algo simples e rápido. Passa por uma série de procedimentos, todos importantes para sua qualificação final. Deve ser feito de maneira apropriada e com mecanismos específicos.

Como se pode notar no quadro a seguir, a colheita dos frutos dá início a todo o processo, colheita esta que pode ser feita de quatro formas diferentes: manual seletiva, de derriça de pano, de derriça no chão ou de derriça mecânica, sendo a seletiva a de maior qualidade. Passa-se então para a separação e secagem. Finda esta etapa, passa-se para a armazenagem, limpeza, classificação, nova separação, encerrando este processo com o ensaque.
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Torra e Moagem :

Todo o procedimento anterior pode ser comprometido na fase da torra, pois esta deve ser adequada ao fim que se destina o café. No quadro a seguir, podem ser vistas as especificações:
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Grau de Torra

Características

Equipamento

Clara (até 200º)

Acentuada acidez, suavidade do aroma e sabor, menos amargor

Ideal para máquinas de café espresso

Média (em torno de 220º)

Acentuam o aroma e o sabor

Ideal para coador de pano ou filtro de papel

Escura (acima de 220º)

Diminui a acidez, acentua o sabor amargo, bebida mais escura

Pouco aconselhável

(VANIN, 2007, p.26) .
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Quanto à moagem, esta pode ser feita pela empresa ensacadora, como pode ficar (preferencialmente) ao critério do barista , também sendo fundamental ao fim que se destina:
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Grau de Moagem*

Preparo

Pulverizado

Café árabe (o pó não é coado)

Fina/Média

Filtração (filtros de papel, coador de pano)

Média

Café espresso

Grossa

Percolação – Cafeteira Italiana

*O tempo de preparação é influenciado pela moagem, pois numa moagem muito fina, a água levará mais tempo para passar pelo pó, resultando numa super extração. Numa moagem mais grossa a filtragem se dá em menos tempo, resultando numa sub extração..
(VANIN, 2007, p.26).

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Características sensoriais do café:

O café, assim como o vinho possui uma infinidade de características sensoriais que são percebidas ao se degustar uma xícara desta bebida. Isso é possível, pois, os gostos são percebidos em diferentes partes da língua como se pode observar a seguir:
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Acidez

Sensação obtida na parte lateral da língua, onde, se for intensa, pode causar certa salivação. Este atributo é perceptível em certos cafés e pode variar de acordo com a região produtora, clima e secagem de grãos. No Brasil os cafés são pouco ácidos.

Aroma

São os elementos perceptíveis pelo olfato. Os aromas podem ser: frutado, florado, achocolatado, semelhante ao pão torrado ou outros. Bons cafés têm aroma pronunciado.

Amargor

É o gosto produzido pela cafeína e deve ser leve ou equilibrado nos cafés de melhor qualidade. A intensidade deste atributo varia de acordo com o blend, torra e moagem. Amargor forte ou muito forte, que molesta a garganta, é proveniente de cafés piores e também de uma torra muito acentuada (escura) ou ainda de um tempo excessivo de contato da água com o pó de café (moagem fina).

Corpo

É uma sensação na boca causada por uma persistência no paladar, e que enriquece a bebida do café. Um café pode ter corpo leve, normal (médio), ou intenso (encorpado).

Doçura

Os cafés mais finos apresentam um sabor adocicado, o que permite que sejam bebidos sem adição de açúcar. Os cafés podem ter doçura variando de nula (sem doçura) até “muito boa”.

Sabor

Mole: Gosto doce, agradável, ácido.

Duro: Gosto amargo e adstringente (sensação de secura na boca).

Riado: Gosto ligeiramente químico.

Rio: Gosto químico medicinal.

Sabor Residual (After Taste)

É o sabor que permanece na boca após a degustação do café. Ele pode ser intenso e agradável nos cafés de melhor qualidade. Uma característica de um café com after taste positivo remete à degustação da segunda xícara.

(VANIN, 2007, p.27) .
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O Café no Mundo:

Produção por tipo de café no mundo


[Imagem Criada por Robertha Nobre Thompson —Território café]

Fazenda de Café:

Fotos tiradas por Robertha Nobre Thompson, quando da visita à fazenda de café "Ipanema Coffees" (Alta Mogiana - Sul de Minas Gerais - Brasil):

Cafezal

Pé de café em flor

Separação dos
grãos de café

Tanques para despolpagem

Terreiro de secagem
e revolvedor de grãos

Máquina para
finalização da secagem

Peneira de separação
(por tamanho)

Máquina de foto-separação (por cor)

Tulhas de armazenagem (descanso dos grãos)

Armazenagem em sacas de juta

Torrefador portátil
(sala de provas)

Moinho
(sala de provas)

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REFERÊNCIAS:

AITH, Marcio. O grão que mudou o mundo. Veja, São Paulo, v. 39, n. 45, p.92, 15 nov. 2006. Semanal. Editora Abril.

BRESSANI, Edgard. Guia do barista: Da origem do café ao espresso perfeito. São Paulo: Café Editora, 2007.

VANIN, Alexsandro. O sabor da oportunidade. Empreendedor, São Paulo, v. 13, n. 147, jan. 2007. Mensal. Editora Empreendedor.

 

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citada a fonte: [Robertha Nobre Thompson em www.territoriocafe.com]